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4 de março de 2022 / Por / 0 Comentário

Pandemia x Incêndios residenciais: entenda a relação e saiba como se prevenir

Devido às mudanças do estilo de vida que a pandemia ocasionou, há mais riscos de incêndios residenciais. Leia este artigo e entenda sobre o assunto.

pandemia incêndios residenciais

A pandemia de Covid-19 acelerou algumas mudanças que vinham acontecendo na sociedade, como a transformação digital e a adoção crescente do home office. Isso nos leva a crer em uma tendência de aumento dos incêndios domiciliares.

Sabe-se que uma das causas de acidentes com fogo é o mau uso da rede elétrica. Tanto que, de acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica ― 2021, em 2020, o Brasil registrou 583 incêndios ocasionados por excesso de carga de energia e curto-circuito. Desse total, 309 ocorreram em casas ou apartamentos. Ainda, dos residenciais, 344 tiveram como causa a elétrica interna domiciliar.

Como podemos ver na tabela 2 do Anuário da Abracopel, outro dado importante, que nos chama a atenção, é o aumento considerável de incêndios provocados por equipamentos de climatização – Ventiladores / Ar Condicionado -, indicando um aumento de cerca de 60% entre 2019 e 2020.

Tabela2 – Tipos de equipamentos eletrodomésticos/eletroeletrônicos causadores de incêndios por sobrecarga de energia – 2019-2020
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Vistos esses números, neste artigo, falaremos um pouco sobre a relação entre a pandemia e a possibilidade de aumento de ocorrência de incêndios residenciais. Acompanhe o texto e saiba mais!

Por que a pandemia aumentou o risco de incêndio domiciliar?

Independente do lugar, os incêndios são sempre preocupantes. E, em nosso cotidiano, há ambientes com chances que passam, muitas vezes, despercebidos. É o caso de empresas, indústrias e, claro, as residências. Para isso, inclusive, há uma norma da ABNT que classifica as edificações de acordo com o seu risco desse acidente.

Como mencionamos no início deste texto, devido à pandemia, houve o aceleramento da ida do trabalho para o home office. Com isso, há mais chances de incêndios residenciais.

Palestra: A qualidade oculta do Sprinkler certificado

A mudança de estilo de vida faz com que a energia elétrica seja mais consumida dentro das casas. De acordo com os dados estatísticos que vimos acima, uma das maiores causas de acidentes domiciliares com fogo é a sobrecarga da rede elétrica, as instalações mal feitas ou mal utilizadas, antigas ou depredadas.

Além da energia elétrica, em casa, é importante ter cuidado com objetos como isqueiros, velas e fogões. Muitas pessoas acabam, por exemplo, colocando panelas no fogo enquanto exercem suas atividades de trabalho. Uma pequena distração é o suficiente para iniciar um acidente. Ainda mais em panelas que possuem óleo quente, líquido que queima rapidamente e provoca labaredas.

Outro item com o qual se deve ter cuidado é o álcool. Com a pandemia, o uso dessa substância aumentou, como medida de higiene, o que elevou também o número de acidentes.

Existem boas práticas que ajudam a evitar incêndios residenciais?

Já expusemos aqui que a principal causa de incêndios residenciais é a relacionada com a sobrecarga elétrica e que isso aumentou na pandemia. Para isso, existem algumas práticas que você pode colocar em ação e, assim, evitar esses acidentes.

Dessa forma, tenha atenção ao tempo de uso de eletrônicos. Inclusive, nada de deixar celulares, notebooks e computadores por longos períodos na tomada. Isso gera um aumento de risco de incêndio. Inclusive, evite carregar a bateria desses equipamentos enquanto dorme.

Outro cuidado que você deve ter é com os benjamins, aqueles adaptadores conhecidos, também como “tês”. Eles facilitam bastante a rotina, principalmente, em um ambiente com pouca tomada, porém, ocasionam uma sobrecarga na rede elétrica, podendo provocar aquecimento dos condutores elétricos e o curto-circuito entre eles. Porém, caso você precise, prefira utilizar o filtro de linha (régua) que possui proteção contra sobrecarga. Inclusive, é importante ficar de olho no consumo elétrico dos aparelhos. Assim, não utilize equipamentos de 20A (aqueles plugs mais grossos) em tomadas de 10A, nem com adaptadores.

Ainda, faça verificações periódicas das condições do sistema elétrico da sua residência. Para isso, contrate um profissional especializado que tenha conhecimento para analisar se os fios, disjuntores e demais componentes estão devidamente dimensionados e em boas condições de uso. Também, peça para que ele avalie como estão os apertos das conexões de tomadas e quadros elétricos.

Claro que, junto aos cuidados básicos, é importante dispor de equipamentos de proteção contra incêndios. Atualmente, não há legislação obrigando o uso desses dispositivos, entretanto, é muito prudente contar com, pelo menos, extintores de incêndio em casa. Alarmes e detectores de fumaça já são opções viáveis em residências e quem sabe, futuramente, a proteção residencial seja ampliada, ainda mais, com a utilização dos sprinklers .

Para compreender melhor as ocorrências de incêndios residenciais, especialmente depois da pandemia, você pode baixar o nosso e-book: Novos riscos de incêndio x Velhos ambientes.

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