Um sistema de sprinklers instalado e esquecido é um risco disfarçado de segurança. Para que os sprinklers, bem como o sistema como um todo, operem corretamente quando acionados, muitas vezes após anos de instalação, é necessário seguir um programa rigoroso de inspeção, teste e manutenção (ITM).
As normas de sprinklers definem exatamente como esse programa deve ser conduzido. No Brasil, Além das orientações presentes na Norma de Projeto e Instalação ABNT NBR10897, temos como principal referência de ITM a Norma recém lançada ABNT NBR17262 de 2026.
Existem ainda referências internacionais como a NFPA 25 e o Data Sheet 2-81 da FM Global. Neste artigo, nós vamos detalhar alguns dos principais pontos sobre Inspeção, Teste e Manutenção (ITM) abordados na ABNT10897 e na NFPA13 e que não podem ser negligenciados.
O teste hidrostático é o procedimento que verifica a integridade estrutural da tubulação e das conexões do sistema. Ele é realizado preenchendo a rede com água e submetendo-a a uma pressão superior à de operação normal, por um período determinado.
A NBR 10897 e a NFPA 25 convergem nos critérios principais:
Qualquer queda de pressão durante o teste indica vazamento e exige identificação e correção antes da liberação do sistema.
A manutenção de sprinklers é dividida em dois níveis: inspeção periódica e substituição.
A inspeção dos bicos deve ser realizada pelo menos uma vez ao ano. O objetivo é identificar qualquer condição que possa comprometer a ativação ou a distribuição de água. Os critérios de reprovação incluem:
Bico com qualquer um desses problemas deve ser substituído imediatamente, não há reparo admissível para sprinklers.
Além dos casos de dano visível, as normas determinam substituição por prazo:
Manter um estoque de bicos reserva do mesmo modelo e lote instalado é uma boa prática e exigência da NBR 10897. Em caso de acionamento acidental ou substituição pontual, o bico de reposição deve ser idêntico ao original em modelo, fator K e temperatura nominal.
A NBR 10897 estabelece as obrigações do proprietário ou responsável pela edificação em relação à manutenção do sistema. Entre as principais exigências:
A norma também responsabiliza o proprietário por garantir que as inspeções sejam realizadas por profissional habilitado e que os registros estejam disponíveis para fiscalização pelo Corpo de Bombeiros.
A NFPA 25 é a norma dedicada exclusivamente à manutenção de sistemas de proteção contra incêndio à base de água. Por ser uma norma específica de ITM, ela é mais detalhada que a NBR 10897 no que diz respeito à frequências e procedimentos, e segue um calendário estruturado por tipo de componente:
Além dos bicos, o sistema de sprinklers é composto por uma série de equipamentos que também precisam estar em conformidade com as normas. Os manômetros são um bom exemplo: a NBR 10897 exige sua instalação em pontos específicos da rede para monitoramento contínuo da pressão e a NFPA 25 determina sua verificação periódica e substituição quando apresentarem leitura imprecisa.
Outros itens com exigências normativas incluem válvulas de controle, dispositivos de alarme de fluxo, bombas de incêndio, reservatórios e suportes de tubulação. Cada componente tem seu próprio calendário de inspeção e critério de substituição.
Seguem, abaixo, as normas citadas neste artigo, bem como um Manual de ITM publicado pela Associação Brasileira de Sprinkler (ABSPk) que também aborda o tema de Inspeção, Teste e Manutenção de sistemas de sprinklers.
IMPORTANTE: Vale lembrar que o DS 2-81 da FM Global e o Manual ITM da ABSPk, permitem download gratuito.


Seguir as normas de sprinklers é uma obrigação legal e uma responsabilidade técnica, mas também é mais simples quando o sistema foi bem projetado e os bicos foram corretamente especificados desde o início. Sprinklers com certificação FM e UL, como os da linha JCR da Skop, já saem da fábrica validados para operar dentro das especificações ao longo de toda a vida útil prevista pelas normas.
A Skop oferece suporte técnico para projetistas, instaladores e gestores de facilities na interpretação dos requisitos normativos e na especificação correta dos bicos para cada aplicação. Fale com nossa equipe técnica agora.
A pressão de teste deve ser de 200 psi (13,8 bar) ou 50 psi (3,4 bar) acima da pressão estática máxima do sistema. O teste deve durar no mínimo 2 horas sem queda de pressão ou vazamentos, conforme exigem a NBR 10897 e a NFPA 25.
Bicos com dano físico, corrosão, tinta ou qualquer alteração visível devem ser substituídos imediatamente. Sprinklers convencionais sem dano aparente devem ser substituídos ou submetidos a ensaio de amostragem após 50 anos de instalação. Em ambientes adversos, a NFPA 25 pode exigir um ensaio a cada 10 anos.
A ABNT NBR 10897:2020 traz, em anexo, uma tabela de inspeções, ensaios e manutenção, na qual os sprinklers têm inspeção visual periódica (tipicamente anual). O texto exato, com as frequências para cada componente, deve ser consultado diretamente na norma.
A NFPA 25 exige inspeção anual de todos os sprinklers, tubulação, suportes e teste completo de desempenho da bomba de incêndio. Componentes como válvulas e dispositivos de alarme têm frequências de inspeção mais curtas, algumas mensais ou trimestrais.
Sim. A NBR 10897 exige a instalação de manômetros em pontos específicos da rede para monitoramento da pressão. A NFPA 25 determina sua verificação periódica e substituição quando apresentarem leitura imprecisa.