09/02/2026 Por Skop / 0 comentários Favorito

Perguntas que ajudam a garantir a qualidade dos seus sprinklers e de seu sistema

O sistema de segurança contra incêndio de uma edificação é bastante complexo e a falha de um único componente pode comprometer milhões de reais em patrimônio e, acima de tudo, a segurança de vidas humanas.

Por isso, em se tratando de sistemas de sprinklers, saber como avaliar se os sprinklers certificados continuam com a qualidade com a qual saíram da fábrica é uma competência importante para os responsáveis pela implantação e operação do sistema.

Muitas vezes, a análise foca apenas no custo imediato dos materiais, ignorando os “custos ocultos” que a falta de certificação e o manuseio inadequado podem gerar. Neste artigo, vamos expor alguns critérios técnicos para ajudar a garantir que sua instalação esteja em conformidade e livre de retrabalhos caros.

Sendo assim, as perguntas chaves são:

1 – O sprinkler é certificado?

O primeiro passo para atestar a qualidade de um sistema de sprinklers é verificar se os componentes são certificados. As marcas de certificação mais demandadas no mercado brasileiro de sprinklers do Brasil, são: ULBR, FM e ABNT, contudo é importante saber que sprinklers importados, especialmente dos EUA, podem apresentar outras marcas de certificação, igualmente confiáveis.

Vale saber que , por serem dispositivos que necessitam garantir alta confiabilidade, sprinklers de qualidade são auditados através do modelo 5 de certificação. Este, é o modelo mais rigoroso, pois audita não apenas o lote de bicos, mas também todo o processo fabril de forma contínua.

A recente revisão das instruções técnicas (ITs) do Estado de São Paulo, especialmente as ITs 23 e 24, trouxeram importantes avanços na legislação através da exigência de sprinklers certificados em várias aplicações, com ênfase nas ocupações destinadas ao armazenamento (IT-24).

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Para o projetista, especificar bicos com certificação ABNT, ULBR e FM (como os fabricados pela Skop) é a única forma de garantir que as especificações técnicas definidas no projeto, como o Fator K, área de cobertura, tempo de resposta, entre outras, realmente serão atendidas com precisão absoluta em campo, no momento da necessidade.

 

2 – O tempo de resposta, rápida ou padrão, está correto?

Um ponto crítico na avaliação da qualidade de um sistema de sprinklers é a adequação do Tempo de Resposta. A falta de conhecimento técnico aqui gera erros graves:

  • Risco leve: a NBR 10897:2020 é taxativa: sistemas novos devem utilizar Resposta Rápida (requisito 7.5.1);
  • Risco extraordinário: o requisito 7.5.4 proíbe o uso de resposta rápida nesses ambientes, caso o sistema seja calculado pelo método de área-densidade.

Instalar o bico errado pode comprometer a eficácia do sistema. O sprinkler de resposta padrão em uma ocupação de risco leve, como um hotel, demorará alguns segundos a mais para ser ativado, permitindo a potencialização do incêndio, impactando na redução do tempo de evacuação do local.

Por outro lado, caso ocorresse um princípio de incêndio em uma ocupação de risco extraordinário protegido por sprinklers de resposta rápida, possivelmente ocorreria a ativação de um número elevado de dispositivos, inclusive em setores distantes do foco de incêndio, provocando alta demanda de água na reserva técnica de incêndio (RTI), desnecessariamente.

3 – O transporte, manuseio e armazenamento dos sprinklers entre a fábrica e o local de instalação seguiram as orientações do fabricante?

Sprinklers de qualidade passam por dezenas de processos fabris e de controle de qualidade antes de seu envio ao mercado. Após esses processos dentro da fábrica o sprinkler ainda é submetido a condições extremas nas etapas de transporte, armazenamento e instalação.

Por isso, parte dos ensaios de certificação é dedicada a verificar a resistência dos materiais, visando garantir o desempenho do dispositivo mesmo diante de possíveis adversidades nessas etapas. Por isso é importante observar o seguinte:

NO TRANSPORTE:

> Não expor as caixas de sprinklers ao sol ou à fontes de calor acima de 38ºC;

> Proteger contra impactos;

> Não jogar a caixa de sprinklers em hipótese alguma;

> Não molhar a embalagem para não a tornar frágil.

NA ARMAZENAGEM:

> Obedecer ao empilhamento máximo de 4 caixas;

> Utilizar prateleiras firmes e estáveis; e

> Nunca sentar ou por peso sobre as caixas.

Sobre os cuidados no processo de instalação, falaremos na sequência.

4 – A instalação do sprinkler foi feita corretamente?

Além disso, a integridade física do bico é muito importante. Danos sofridos durante a instalação feita com chaves inadequadas podem gerar danos, deformações, comprometer a estanqueidade do dispositivo e até microfissuras no bulbo de vidro.

Essas fissuras são invisíveis a olho nu, mas podem causar o acionamento indevido ou vazamentos mesmo após a entrega da obra. Por isso, é importantíssimo reforçar a necessidade de utilização da chave de instalação do fabricante, adequada à cada modelo de sprinkler.

Além da utilização da chave de instalação adequada é importante que os sprinklers sejam conectados à tubulação já em sua posição final, ou seja, no teto da área protegida.

A matemática do retrabalho: o custo da “economia”

Uma breve simulação feita em 2019 identificou que muitas vezes, o comprador foca na economia de R$ 7,00 (diferença média entre um bico certificado e um sem origem). Contudo, uma análise técnica séria revela que a substituição de um bico por falha ou má qualidade custa, em média, R$ 658,00 por unidade.

Essa conta inclui:

  • Mão de obra (HH): drenagem da rede, retirada e reinstalação (estime 4h de um profissional e um ajudante);
  • Civil e pintura: reconstrução de forros de gesso e repintura;
  • Parada operacional: o custo de interditar uma sala comercial ou galpão logístico para o reparo.

Se houver a necessidade de substituir 100 sprinklers por falta de rastreabilidade ou erro de modelo, o prejuízo direto é de mais de R$ 65.800,00. Ou seja, o custo do retrabalho representa quase 70% do valor da instalação inicial.

A qualidade do sistema de sprinklers como ativo

Avaliar a qualidade de um sistema de sprinklers é proteger o capital do investidor e a reputação do engenheiro projetista. A “economia” na compra de componentes não certificados é uma ilusão matemática: o risco de falha operacional, somado ao custo proibitivo do retrabalho e às implicações legais, torna a escolha pela Skop a única decisão tecnicamente e economicamente viável.

Um sistema composto por sprinkler certificado protege dezenas de milhares de reais por metro quadrado; negligenciar sua qualidade é, portanto, negligenciar o próprio patrimônio.

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