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6 de junho de 2018 / Por / One Comment

Nova linha de Sprinklers B-11 da Skop

Skop lança a linha de sprinklers B-11: a única da América da Latina com coeficiente de descarga K160 (K11-US). Esta linha de sprinklers já “nasce” certificada pela ABNT e ULbr, com base nos critérios da novíssima Norma Técnica ABNT NBR16400:2018.

Nova linha de Sprinklers B-11 da Skop

Em 2012, A Skop lançou a linha JCR que, até hoje, é o único equipamento de prevenção à incêndio, tri-certificado do Brasil: ABNT, UL e FM, e agora, em 2018, a Skop lança o inédito sprinkler B-11. Este novo produto, com coeficiente de vazão K160 (K11-US), poderá ser aplicado em empreendimentos que, antes, não eram atendidos pelas linhas RTR e JCR, justamente por possuírem coeficientes menores.

ACESSE AQUI O SPRINKLER B-11

Estamos disponibilizando este artigo com a intenção de esclarecer e acrescentar informações relacionadas à nova linha de sprinklers. Esperamos, assim, contribuir com a elevação do conhecimento sobre o produto em questão.

Breve histórico de desenvolvimento

Após três anos de desenvolvimento, mesmo em tempos de crise, a Skop surpreende novamente e lança a linha de sprinklers B-11: a única da América da Latina com coeficiente de descarga K160 (K11-US). Esta linha de sprinklers já “nasce” certificada pela ABNT e ULbr, com base nos critérios da novíssima Norma Técnica ABNT NBR16400:2018.

O desenvolvimento deste projeto herdou o legado do modelo tri-certificado JCR. Boa parte das características técnicas, já certificadas pela FM, foi mantida; principalmente se o compararmos com o modelo JCR20F. São elas: mesma liga de latão utilizada na construção do corpo, defletor e obturador, mesmo modelo de defletor e obturador, mesmo padrão de rosca de conexão, mesmo elemento termossensível (bulbo), mesmo elemento de vedação (Belleville). As alterações necessárias para atender ao novo projeto são mais perceptíveis nos braços de sustentação. São elas:

  • ligeiro deslocamento lateral da base de fixação ao sextavado, justamente para viabilizar a usinagem do orifício interno (mais largo que o do K115) sem comprometer a resistência física do corpo, conforme demonstrado na figura 1;
  • aumento do comprimento para viabilizar a correta distribuição de água;
  • alteração do design para evitar o alojamento de peças móveis no ato da ativação do sprinkler.

A linha B-11 segue padrão técnico do modelo que possui a certificação FM, é fabricado na mesma linha de montagem e está sob o mesmo rigor do sistema de gestão da qualidade auditado através dos requisitos da ISO9001:2008.

Comparação entre os modelos JCR20 (esq) e B-11 (dir)

Figura 1 – Comparação entre os modelos JCR20 (esq) e B-11 (dir)

 

Indicação de aplicação

A linha B-11 é amplamente indicada para aplicação em indústrias e em galpões de armazenamento com algumas características específicas. O bico da linha B-11 é considerado como “coringa”, pois pode ser aplicado em qualquer situação relacionada à indústria, exceto quando o ambiente for classificado como risco leve.

a) Aplicação no teto

  • Riscos ordinários e extraordinários conforme previsto na NBR 10897 e NFPA 13 com áreas de cobertura entre 9,3 m² e 12,1 m²;
  • Classificações de risco que incluam estocagem alta, para tecnologia de modo controle densidade/área, sem necessidade de uso de sprinklers em níveis intermediários para alturas de até 9 m em mercadorias empilhadas e até 7,6 m para mercadorias em porta paletes;
  • Classificações de risco que incluam estocagem alta, para tecnologia de modo controle densidade/área, combinado com o uso de sprinklers em níveis intermediários (in-rack sprinkler) para qualquer altura de estocagem (estocagem muito alta incluindo alturas superiores a 14,6 m);

b) Aplicação em nível intermediário (in-rack sprinkler)

  • Aplicação em racks onde não há necessidade de uso de “Water Shield” (Na exigência de apenas um nível ou quando os sprinklers são instalados abaixo de barreiras sólidas);

c) Altura do pé direito

  • No método área densidade não há limite de altura de instalação, porém quanto mais alta for a instalação, mais difícil será a aplicação do mesmo. Registramos aqui um resumo básico:
    • Mercadorias classe I à III, com altura de estocagem até 3,7 m: não há restrição de altura de teto;
    • Mercadorias classe IV, com altura de estocagem até 3,05 m: não há restrição de altura de teto;
    • Mercadorias plásticas, com altura de estocagem até 1,5m: não há restrição de altura de teto;
    • Riscos leves, ordinários e extraordinários: não há limitação de altura de teto.
  • Qualquer outra situação demandará sprinkler in-rack ou haverá limite de altura de teto. Basicamente se a altura de estocagem for de até 3,7m, aplica-se o capítulo 13 da NFPA 13 (este capítulo é autônomo e as regras são descritas no próprio capítulo). Demais alturas estão sujeitas aos capítulos 12, 14, 15, 16, 17 onde basicamente entra-se com a altura de estocagem e o teto é limitado entre 3 e 6m em relação à altura de estocagem.

d) Casos específicos de aplicação

  • Critérios da NFPA 13 relacionados a casos específicos de aplicação do B-11:
    • Mercadoria blocada até 9,0 m de altura: descrito em 14.2.4 incluindo a figura 14.2.4.3
    • Mercadoria em porta palete simples e duplo com estocagem até 7,6 m de altura: tabela 16.2.1.3.2 (Obs.: mercadorias até classe III não precisam de sprinkler in-rack)
    • Mercadoria em qualquer altura, inclusive acima de 14,6 m, com o uso de sprinkler in-rack: todos os capítulos da NFPA com tecnologia CMDA e com o uso combinado de sprinkler in-rack;
    • Não há limitação de uso do bico K160 para qualquer densidade em área de depósito, conforme descrito em 12.6.3.

A linha B-11 é indicada para estocagens com pé direito abaixo de 9 m e acima de 14,6 m. Em qualquer situação acima de 14,6 m é necessário o uso de sprinkler tanto no teto, como também no interior do rack (in-rack); não há critério para uso de sprinklers apenas no teto em casos onde o pé direito é superior a 14,6 m. Sendo assim, a linha B-11 pode ser utilizada no teto e inclusive no interior do rack, porém é comum que no interior do rack sejam utilizados sprinklers com coeficientes menores.

Nota: Como ainda não há, nesta nova linha, um modelo que possua o disco metálico (water shield), os modelos da linha B-11 só poderão ser utilizados em apenas um nível de intraprateleira, desde que exista a barreira sólida, acima do sprinkler, com uma altura máxima de 9 m do piso.

Diferenças básicas em relação aos bicos ESFR

A Linha B-11 não “briga” com modelos classificados como ESFR, pelo fato de que a linha B-11 é classificada como sprinkler de controle e os bicos ESFR são para supressão de incêndio; são tecnologias diferentes, de aplicações diferentes e geralmente um não substitui o outro. Em instalações onde foi definida a utilização do B-11, não é possível substituir por um bico ESFR. Um exemplo clássico é o da indústria onde o risco é classificado como extraordinário: neste caso a linha B-11 pode ser aplicada e o ESFR não. Sendo assim, a linha B-11 não é um concorrente técnico dos sprinklers ESFR. Os bicos ESFR são indicados para estocagens com pé direito entre 10,7 m a 14,6 m de pé direito e a linha B-11 (K160) é indicada para os demais casos.

Porque o B-11 é um bico disponível apenas na posição UpRight (em pé ou para cima)?

Conforme citado anteriormente, os principais locais de aplicação da família de sprinklers B-11 são indústrias em geral e galpões de armazenamento com algumas características específicas. Sendo assim, a família B-11 está disponível apenas na posição Upright (em pé ou para cima), justamente para uma melhor adequação às características de construção das estruturas de sustentação do telhado destes locais. Desta forma, a tubulação hidráulica pode seguir linearmente abaixo da linha inferior das treliças de sustentação, havendo um prolongamento da tubulação, na vertical, nos pontos de instalação dos sprinklers, justamente para que estes sejam instalados próximo ao telhado, seguindo as especificações de distanciamento previstas nas normas de instalação.

Porque o B-11 é um bico de resposta padrão?

Devido às características dos principais locais de aplicação da linha B-11 (indústria e galpões de armazenagem), a Skop disponibilizou ao mercado apenas o tempo de resposta padrão, justamente para evitar ativações antecipadas dos sprinklers. Caso fossem disponibilizados modelos de resposta rápida nos locais acima citados, existiria a possibilidade de acionamento indesejado, devido à maior sensibilidade deste tipo de bulbo, gerando consumo indevido de água do reservatório e, principalmente, a descarga de água sobre a área protegida.

Relação entre a aplicação e as temperaturas nominais

Os valores de temperaturas nominal disponíveis, são: 68°C, 93°C e 141°C, porém os valores de 68°C e 93°C são mais indicados para aplicações em galpões de armazenamento, de uma forma geral, e a temperatura nominal de 141°C é mais indicada para fábricas. Salvo, é claro, as exceções.

Recomendações sobre a importância de certificação de produto

A NFPA13 não indica uma certificação específica; indica apenas que o sprinkler deve ser certificado através de ensaios realizados em laboratório de reconhecida competência; certamente a certificação através dos Organismos Certificadores de Produto (OCP) ULbr e ABNT, conferem ao modelo B-11 a compatibilidade ao requisito indicado;

Padrão técnico da Norma brasileira, a ABNT NBR16400:2018, frente às Normas de referência internacional: ISO6182:2014, FM2000:2018 e UL199

A Norma Técnica atual, a ABNT NBR16400:2018, possui dezessete ensaios para sprinklers de cobertura padrão, frente aos nove ensaios que eram previstos na Norma anterior. A Norma nacional abrange entre 70 e 80% dos ensaios previstos nas normas internacionais, porém os dezessete ensaios, da Norma Brasileira, estão distribuídos entre as três áreas de avaliação, presente também em todas as normas internacionais de referência. As três áreas de avaliação são as seguintes: resistência dos materiais, montagem e vazamento e funcionalidade.

Equivalentes técnicos disponíveis no mercado brasileiro

Seguem abaixo os modelos, equivalentes técnicos, disponíveis no mercado. É importante observar que a tabela apresenta um breve resumo e que maiores informações poderão ser obtidas diretamente nos boletins técnicos de cada fabricante.

Tabela 1 – Comparação entre os modelos equivalentes técnicos disponíveis no mercado
MARCA MODELO OBSERVAÇÃO BOLETIM
Reliable G XLO x 129
Tyco ELO231- TY5111 antigo C5111 TFP340
Tyco ELO231B – TY5151 antigo C5151 TFP342-PT
Globe GL 1123 x GFS-410 (Formerly A-48)
Viking VK 530 x F_010692 16.11.03 Rev 16.1
Victaulic Firelock V3403 x 40.20

A previsão é que a linha B-11 seja comercializado com valores extremamente competitivos para os atuais valores de mercado, praticado para as linhas de sprinklers K160 – CMDA, e que o prazo de entrega siga a atual política aplicada às outras linhas da Skop: em até três dias úteis, para modelos não especiais.

Conclusão

Notadamente a linha de sprinklers B-11 trás ao mercado brasileiro um produto inovador e inédito; com características técnicas que segue o padrão técnico internacional; possui qualidade técnica atestada pelos órgãos certificadores de produtos (OCP) de renome nacional, com base na Norma brasileira que nada deixa a desejar aos critérios internacionais.

ACESSE AQUI A PÁGINA DO SPRINKLER B-11

eBook: Sprinklers: O guia essencial
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1 Comentário

  • Carlos disse:

    Decisão acertada. O mercado brasileiro necessita de sprinklers de fabricação nacional que atenda as normas internacionais. Isto viabilizará o incremento deste sistema em muitos empreendimentos, barateando o custo da obra, além de ser mais fácil a aquisição quando houver manutenção do mesmo.

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